domingo, 6 de novembro de 2011

A carência de iniciativa própria

A inércia mental, consequência da inatividade da função de pensar, mantém adormecida a capacidade criadora da inteligência. Correlativamente, e por natural gravitação, aparece a falta de estímulos. Aqui é onde se observa o precário estado psicológico de muitos que, sem saberem definir o que lhes sucede, nem a que atribuir o estancamento em que vivem, passam seus dias e amontoam seus anos numa infecunda velhice. Faltos de condições para abrir seus entendimentos ao exame das experiências e situações, sem o incentivo das idéias, nada que não sejam os caprichos da sorte poderá favorecer o movimento feliz de seus pensamentos.

O homem deve ir sempre em busca daquilo que não está na órbita dos conhecimentos comuns, a fim de dilatar a vida rumo a campos fecundos, os quais, dominados pelo saber e pela experiência, lhe permitam alcançar progressivamente maior perfeição.

Em cada novo dia em que sua vida penetre, deverá encontrar um incentivo para aproveitá-la melhor, e também algo que o inspire acerca do que deve fazer para que os dias vindouros superem os atuais e lhe proporcionem, ao serem vividos, o benefício de sentir-se bem, seguro e feliz.


(Carlos Bernardo González Pecotche - O Mecanismo da Vida Consciente - C5)

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