Dizem os homens que eu sou grande, como se eu fosse algo especial.
Grande só é quem nada se importa com sua grandeza.
Quem deseja ser grande perante os outros, esse é pequeno.
Três palavras me são sagradas: a primeira é bondade, a segunda, suficiência, a terceira, modéstia.
A bondade dá força, a suficiência alarga a estreiteza, a modéstia faz do homem um veículo para a atuação das forças eternas.
Hoje em dia não é assim. O homem não conhece mais bondade, e, ainda assim, se julga forte. Não tem mais suficiência, só reclama seus direitos; ninguém sabe ser modesto, mas só pensa em sucesso. E isto conduz à ruína.
Quem é realmente bom vence na luta porque é invencível. Quando o inimigo avança, esse homem é amparado pelo céu.
O mestre realmente competente convence, mas não discute. Um verdadeiro soldado luta, mas não tem raiva. Um vencedor real supera, mas não se irrita. Um autêntico chefe coloca cada homem no seu lugar, mas não tiraniza ninguém.
Essa atuação nascida de dentro conserva a paz verdadeira, pratica a arte sublime de conduzir os homens suavemente. É uma atuação oriunda do céu.
Semelhante atuação foi desde sempre considerada como a mais alta.
(Tao Te Ching de Lao-Tsé)
"Bondade, suficiência e modéstia representam o carisma, que brotam dos atos externos do homem realmente grande. O grande homem assume atitude de um eterno aprendiz e nunca se considera mestre de ninguém."
Excelente texto! Recebo as atualizações do blog por e-mail e procuro sempre um tempo para ler os textos.
ResponderExcluirA frase abaixo considero a mais interessante do texto:
"Quem é realmente bom vence na luta porque é invencível. Quando o inimigo avança, esse homem é amparado pelo céu."
Parabéns pelo blog e não deixe de atualizá-lo.
Abraços,
Afonso