Um sábio, desejando mostrar a um rei os perigos das meias verdades, pediu que colocassem um elefante diante de seis cegos e disse-lhes:
- Há um objeto diante de vocês. Toquem nele e depois digam o que é.
Claro, nenhum dos seis homens tinham visto um elefante, portanto não sabiam o que era. O primeiro aproximou-se, tocou numa parte do animal e disse:
- Parece um muro.
O segundo homem tocou em outra parte e disse:
- É uma lança.
- Disparate! - exclamou o terceiro cego.
- Acho eu, que é mais parecido com uma cobra.
- Bem - disse o quarto homem, ao apalpar o animal parece uma árvore.
Os outros riram dele, e o quinto homem deu a sua opinião. Pegando em outra parte, disse:
- Com certeza é um leque.
Finalmente o sexto cego, por sua vez, tocou no elefante e disse:
- Parece-me que é uma corda.
O rei disse: - Tantas opniões diferentes, que grande confusão?
- Mas não é - explicou o sábio. - Pois o elefante tem, na verdade, flancos como muros, dois grandes dentes como lanças, uma tromba que parece uma cobra, pernas como pequenas árvores, orelhas como dois leques e o rabo parece uma corda. Juntando tudo isso, temos uma descrição de um elefante. Afinal os seis homens cegos viram-no não pelos olhos, mas sim pelo tato. E cada um não mentiu. O que eles fizeram foram contar um pedaço da verdade. E isso, mesmo não sendo a realidade, pode até parecer uma mentira.
" O líder precisa ter a percepção da moral e da capacidade de seus liderados para tomar decisões assertivas, pois a falta desta habilidade pode levar ao fracasso."
Eu não conhecia esta parábola e gostei muito. Isso ocorre muito em nosso dia-a-dia. Verdades pela metade. Interpretações parciais dos fatos e retransmissão incompleta. Muitas vezes sem perceber as pessoas o fazem desta forma. Temos que ficar atentos sempre para sermos capazes de trabalhar com as informações.
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