Em geral, na maior parte do dia o homem não é consciente do que pensa e faz ou deixa de fazer, ou seja, não está atento a tudo quanto vai acontecendo dentro dele. Distrai-se com suma facilidade, ou busca desnecessáriamente motivos de distração. Por outra parte, descuida-se de muitas coisas que deveriam merecer sua atenção, essa atenção consciente que inclui o estudo de cada situação, a análise detalhada das circunstâncias que a criaram, a responsabilidade que lhe incumbe em cada caso, etc. Há quem age com pressa, como se fugisse de si mesmo, e quem o faz com despreocupada lentidão. Teme-se o esforço que o ato de pensar demanda, e a miúdo se confia ao acaso a solução dos problemas. Afora os momentos de ócio ou de descanso, breve ou prolongados, a maioria procura amenizar ao máximo seu tempo com entretenimentos e diversões.
Que consciência pode pôr de manifesto um ser que vive de forma descrita?
Essa pergunta leva a definir o caráter ambíguo de seu comportamento, que reflete não somente na ausência de domínio, mas também falta de senso a respeito da direção que deve imprimir à vida.
(Carlos Bernardo González Pecotche - Curso de iniciação logosófica - i.44)
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