quarta-feira, 13 de novembro de 2013

II - Parábolas com conselhos semiocultos


Um banhista saiu nadando e se afastou um pouco da praia. Em certo ponto, se apercebeu de que estava sendo levado  por uma corrente marítima. O instinto de conservação  mandou-o retornar à praia. Começou a bracejar, tentando salvar-se. Cada vez mais, no entanto, se sentia impotente de fazê-lo. Naturalmente, sob a evidente ameaça à vida, nele foram aumentando simultânea e reciprocamente  o pavor e os esforços inúteis e, consequentemente, a fadiga, com a horrível sensação de que estava perdido. Ia morrer. Não por não saber nadar, mas porque  se sentia incapaz de vencer a força do mar. A praia ia se afastando, e com ela, suas esperanças e suas forças...
Dessa forma, o banhista inexperiente e teimoso é vencido.

Nadador sabido, experiente e por isso mesmo calmo, quando se vê na mesma situação, não se esforça e não cai em pânico . O que faz é inteiramente diverso. Renuncia à tentativa imprudente de chegar direto à praia. Sabendo ser isso impossível., simplesmente, conservando-se dono de si, deixa-se  levar pela corrente. Sem pavor, vê a praia ficar longe, mas não a esperança, não sua tranquilidade. Lá adiante, a corrente, mudando de direção, reaproxima-o da terra, e ele inteligentemente aproveita e salva-se.

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