Um banhista
saiu nadando e se afastou um pouco da praia. Em certo ponto, se apercebeu de
que estava sendo levado por uma corrente
marítima. O instinto de conservação
mandou-o retornar à praia. Começou a bracejar, tentando salvar-se. Cada
vez mais, no entanto, se sentia impotente de fazê-lo. Naturalmente, sob a evidente
ameaça à vida, nele foram aumentando simultânea e reciprocamente o pavor e os esforços inúteis e,
consequentemente, a fadiga, com a horrível sensação de que estava perdido. Ia
morrer. Não por não saber nadar, mas porque
se sentia incapaz de vencer a força do mar. A praia ia se afastando, e
com ela, suas esperanças e suas forças...
Dessa forma,
o banhista inexperiente e teimoso é vencido.
Nadador
sabido, experiente e por isso mesmo calmo, quando se vê na mesma situação, não
se esforça e não cai em pânico . O que faz é inteiramente diverso. Renuncia à
tentativa imprudente de chegar direto à praia. Sabendo ser isso impossível., simplesmente, conservando-se dono de si, deixa-se levar pela corrente. Sem pavor, vê a praia
ficar longe, mas não a esperança, não sua tranquilidade. Lá adiante, a
corrente, mudando de direção, reaproxima-o da terra, e ele inteligentemente aproveita
e salva-se.
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