A virtude é usada para representar qualidades adquiridas de fazer o bem.
Conceituamos virtude dividindo-a em duas: virtude intelectual e virtude moral. Virtude intelectual é aquela que nasce e progride graças aos resultados da aprendizagem e da educação, e a virtude moral é aquela que é gerada em nós por natureza, é o resultado do hábito que nos torna capazes de praticar o bem.
Para Aristóteles, não existem virtudes inatas, todas se adquirem pela repetição dos atos, que gera o costume, e esses atos, para gerarem as virtudes, não devem desviar-se nem por defeito, nem por excesso, ambos dominados pelo ego, pois a virtude consiste em viver no fio da navalha.
A virtude é uma maneira de ser, mas adquirida e duradoura; é nossa maneira de agir bem.
"Não há nada mais belo e mais legítimo do que o homem agir bem e devidamente", dizia Montaigne.
Assim é a virtude: o esforço para se portar bem na relação consigo e com os outros. A virtude pode ser ensinada mais pelo exemplo, do que pelos livros. Mas por que ler a seu respeito? Para tentar compreender o que deveríamos fazer e medir, com isso, pelo menos intelectualmente, o caminho que daí nos separa de sua realização.
"A conscientização é o único caminho da realização".
(André Comte-Sponville - adaptação de trechos de "O pequeno tratado das grandes virtudes")
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