quinta-feira, 30 de maio de 2013

Frederico, o Grande

Ao assumir o trono da Prússia em 1740, rodeada de inimigos em potencial, encontrou um mundo assolado por intrigas políticas. Sua carreira foi repleta de crises políticas e militares, além da obrigação de governar a Prússia de uma maneira esclarecida. Frederico foi conhecido de ‘o Grande’ porque conseguiu sobreviver, apesar de ter vivido cercado de inimigos muito mais poderosos e com poucos recursos à sua disposição.

Suas estratégias:

·         Reconhecia uma oportunidade quando a encontrava e raramente deixava de utilizá-la. O Sagrado Imperador Romano morreu pouco depois de Frederico ser coroado. Não havia nenhum herdeiro masculino, apenas sua filha, a voluntariosa princesa Maria Teresa, que queria assumir ela mesmo o trono, mas os Eleitores de Sacro Império Romano acreditavam firmemente na Lei Sálica: a herança só é transmissível de pai para filho. Com a inexistência de um sucessor do sexo masculino para o trono instaurou uma crise entre os Eleitores. Pois Frederico enxergou nesse momento uma oportunidade de ampliar a Prússia. Ele sentiu que, em meio à confusão política, poderia se apoderar da província austríaca da Silésia, que fazia fronteira, que fazia fronteira com Branderburgo. Com uma população de 1,5 milhão de poloneses e alemães, a Silésia seria uma bela aquisição para o reino da Prússia.
 
·         Suas tropas estavam sempre motivadas, estímulo conseguido por meio de diversas técnicas, mas principalmente por intermédio da liderança pessoal do rei. Partilhava o campo de batalha com seus soldados, comendo a mesma comida e vivendo nas mesmas condições, além de ser muito companheiro dos homens que compunham suas tropas; brincava e fazia piadas com os soldados. Durante as campanhas, estava sempre entre os soldados rasos, estimulando-os a seguir em frente. Achava que tanto o homem comum quanto rei eram igualmente servos da pátria e, se fosse necessário, deveriam morrer pelo bem comum.

·         Devido à sua incompatibilidade com o pai, sua educação inicial foi deficiente. No entanto, assim que o pai faleceu, preencheu as lacunas. Antes de subir ao trono e durante o período em que estava distanciado de seu pais, estudava o máximo que podia, das 4hs da manhã até o meio-dia. Depois de resolver questões do reino na parte da tarde, mergulhava de novo nos livro noite adentro. Continuou a estudar ao longo de toda a sua vida, e gostava de ter ao seu redor homens de ciência e de grande talento.

·        Entendia também a importância do descanso. Se estivesse sempre trabalhando, o líder se desgastaria ou, na melhor das hipóteses, tornar-se-ia uma pessoa amarga. As três atividades principais que faziam parte dos momentos de lazer eram tocar flauta, compor músicas e escrever poesias e depois as compartilhava com seus oficiais.

·         O maior desafio enfrentado por ele nos campos de batalha era quase sempre presente inferioridade numérica de suas tropas. O treinamento intensivo e a qualidade de seus oficias ajudaram a compensar um pouco essa inferioridade. Mas o que realmente o levou a ganhar suas batalhas foi sua tática inovadora. Selecionou as tropas mais bem treinadas de seu exercito para desenvolver uma manobra tática nova e devastadora, que funcionava da seguinte maneira: fazia-se com que uma parte da tropa permanecesse em frente ao inimigo, e a outra parte marchava em colunas escalonadas uma atrás da outra, avançando em ângulo oblíquo com a frente inimiga.

Durante a Guerra dos Sete Anos, ganhou tantas batalhas quanto perdeu. Qualquer outro comandante teria desistido, mas ele recompunha suas forças após uma derrota e voltava a enfrentar o inimigo. Algumas vezes essa tenacidade valeu a pena, e a aliança formada contra ele desmantelou-se em 1762, com a morte do czar russo. O novo czar, Pedro III, era um grande admirador de Frederico e uniu suas forças às do rei da Prússia, e nunca mais foi fortemente ameaçado.


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