Podemos chamar de TEMPO todas as atividades mentais com fluxo contínuo de imagens em ordem sequencial, ou seja, a relação entre duas imagens mentais é a experiência da passagem do tempo. Comparativamente, podemos citar as imagens de um filme sobre a tela do cinema, como por exemplo, uma flôr se abrindo e parcialmente desabrochando até a finalização com a abertura total, tem-se a experiência do tempo passando. Esta analogia demonstra exatamente como nossa mente projeta imagens e é deste modo que estabelecemos ligações ou relações entre imagens e segundo avançam ou recuam, chamamos de futuro ou passado.
O ponto vital é que, ao estabelecer alterações na mente através da concentração, não mais ocorre a experiência do tempo. Como as imagens não chegam mais a mente, não estabelecemos mais relação entre elas e, consequentemente, não ocorre o tempo. Quando atingimos o estado de consciência vivemos num eterno agora. Assim que a mente sai do estado de concentração e passa a vibrar e a produzir impressões e imagens, estabecemos relação entre elas e novamente temos a experiência do tempo.
O tempo, portanto, é algo que criamos ao produzirmos nossas imagens mentais. Tudo o que se passa durante todos os dias, reflete no estado mental e é registrado eternamente.
Do ponto de vista do tempo, o mundo é contínua vibração: precisamos sentir, sempre o ritmo de dormir e acordar, de inspirar e expirar, nascer e morrer, e todos pares de oposições que vêm com o mundo objetivo do tempo e da forma. São estes ritmos que chamamos de lei cíclica ou periódica em toda manifestação.
"A água só é deliciosa para o sedento, o calor para quem tem frio e o frio para quem está com calor."
Apenas a consciência do eu sou é eterna e imutável.
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