domingo, 26 de agosto de 2012

o TEMPO em nossa mente

Podemos chamar de TEMPO todas as atividades mentais com fluxo contínuo de imagens em ordem sequencial, ou seja, a relação entre duas imagens mentais é a experiência da passagem do tempo. Comparativamente, podemos citar as imagens de um filme sobre a tela do cinema, como por exemplo, uma flôr se abrindo e parcialmente desabrochando até a finalização com a abertura total, tem-se  a experiência do tempo passando. Esta analogia demonstra exatamente como nossa mente projeta imagens e é deste modo que estabelecemos ligações ou relações entre imagens e segundo avançam ou recuam, chamamos de futuro ou passado.

O ponto vital é que, ao estabelecer alterações na mente através da concentração, não mais ocorre a experiência do tempo. Como as imagens não chegam mais a mente, não estabelecemos mais relação entre elas e, consequentemente, não ocorre o tempo. Quando atingimos o estado de consciência vivemos num eterno agora. Assim que a mente sai do estado de concentração e passa a vibrar e a produzir impressões e imagens, estabecemos relação entre elas e novamente temos a experiência do tempo.

O tempo, portanto, é algo que criamos ao produzirmos nossas imagens mentais. Tudo o que se passa durante todos os dias, reflete no estado mental e é registrado eternamente.

Do ponto de vista do tempo, o mundo é contínua vibração: precisamos sentir, sempre o ritmo de dormir e acordar, de inspirar e expirar, nascer e morrer, e todos pares de oposições que vêm com o mundo objetivo do tempo e da forma. São estes ritmos que chamamos de lei cíclica ou periódica em toda manifestação.

"A água só é deliciosa para o sedento, o calor para quem tem frio e o frio para quem está com calor."

Apenas a consciência do eu sou é eterna e imutável.



quarta-feira, 1 de agosto de 2012

A lição do coração

Um dia, um pensador fez a seguinte pergunta a seus discípulos:

 - Por que as pessoas gritam quando estão aborrecidas?

- Gritamos porque perdemos a calma, disse um deles.

- Mas, por que gritar quando a outra pessoa está ao seu lado? questionou novamente o pensador.

- Bem, gritamos porque desejamos que a outra pessoa nos ouça, retrucou o outro discípulo.

E o mestre volta a perguntar: - Então não é possível falar-lhe em voz baixa?

Várias outras respostas surgiram, mas nenhuma convenceu o pensador. Então ele esclareceu:

- Vocês sabem porque se grita com uma pessoa quando ele está aborrecida?

- O fato é que, quando duas pessoas estão aborrecidas, seus corações se afastam muito. Para cobrir esta distância precisam gritar para poderem escutar-se mutuamente. Quanto mais aborrecidas estiverem, mais fortes terão que gritar para ouvir um ao outro, através da grande distância. Por outro lado, o que sucede quando duas pessoas estão em harmonia? Elas não gritam. Falam suavemente. E por que? Porque seus corações estão perto. A distância entre elas é pequena e às vezes estão tão próximos que apenas se olham e basta.

Por fim o pensador conclui dizendo:

- Quando vocês discutirem, não deixem que seus corações se afastem, não digam palavras que os distanciem mais, pois chegará um dia em que a distância será tanta que não mais encontrarão o caminho de volta!