sábado, 26 de maio de 2012

O Líder atuando na gestão das carrências

Se o empregado discute com o líder e ambos não chegam a um acordo, provavelmente certas emoções surgirão. Quando questionamos o motivo da reação, provavelmente responderá que o líder não quis ouví-lo, que seus pontos de vista ou crenças não foram respeitados, que faltou franqueza e etc.

Resumindo: fará dos princípios e valores a causa de suas emoções. Porém, sabemos que as razões pelas quais houve a reação não tem ligação com os valores, e sim porque se sentiu contrariado na necessidade de ter razão, de serem aprovadas e reconhecidas, ou seja os valores não são a causa das emoções, são as necessidades que quando ameaçadas fazem surgir as emoções.

Relação entre Valores e as Necessidades:

         Valores                                         Necessidades
  • Amor ------------------------------- Ter razão
  • Engajamento----------------------- Ser apreciado
  • Franqueza -------------------------- Ser perfeito
  • Honra ------------------------------- Ser reconhecido
  • Integridade ------------------------- Ser útil
  • Justiça ------------------------------- Possuir
  • Liberdade --------------------------- Poder
  • Respeito ----------------------------- Estar em Segurança
  • Responsabilidade ------------------ Ser valorizado                                    
Costumamos dizer que as necessidades são ilusórias, pois ninguém é capaz de satisfazer  plenamente nossa necessidade de sermos perfeitos, de ter sempre razão ou poder, pois a satisfação de nossas necessidades repousa nos outros, e os outros possuem suas próprias necessidades.

O primeiro passo é identificar a carência, posteriormente temos algumas maneiras de administra-la:
1ª - O empregado que se sente mal após uma correção e reconhece sentir a necessidade de ser querido, deverá enfrentar seu medo, dizendo a sí próprio que não é porque o líder chamou sua atenção que não o admira.
2ª - O empregado deverá aprender a satisfazer por si próprio a necessidade de ser importante, inventariando todos colegas que gostam e valorizam o trabalho dele.
3ª - Tomar consciência de que todas as necessidades são insaciáveis, porque dependem de fatores externos e fogem de nosso controle, ou seja, devemos aprender a libertar-nos delas.

Um dos papéis do líder inteligente, consiste em estimular as competências emocionais dos liderados, para isso necessitamos melhorar nossa capacidade de aprendizado para tornar nossa vida mais agradável.





domingo, 6 de maio de 2012

Por que tenho que agir desta maneira?

Um grande mestre budista, responsável por um mosteiro, tinha um gato que era sua grande paixão. Assim, durante todas aulas de meditação, mantinha o gato ao seu lado para desfrutar a sua companhia.

Certo dia, o mestre que já estava bastante velho, amanhaceu morto e o discípulo mais graduado ocupou seu lugar. Os monges lhe perguntaram sobre o destino do gato e em uma homenagem à lembrança do antigo instrutor, o novo mestre permitiu que o gato continuasse frequentando as aulas de meditação.

Vários discípulos de mosteiros vizinhos descobriram que, num dos mais afamados templos do local, um gato participava das meditações e as história começou a correr.

Vários anos se passaram e o gato morreu, mas os alunos do mosteiro estavam tão acostumados com a sua presença que arranjaram outro gato. Enquanto isso, os outros templos começaram a introduzir gatos em suas meditações, pois acreditavam que o gato era o verdadeiro responsável pela fama e a qualidade do ensino, e esqueciam-se que o antigo mestre era um excelente instrutor.

Uma geração se passou, e começaram a surgir tratados técnicos sobre a importância do gato na meditação. Um professor universitário desenvolveu a tese de que o gato tinha capacidade de aumentar a concentração humana e eliminar as energias negativas. E assim, durante um século, o gato foi considerado parte essencial no estudo da meditação naquela região.

Até que apareceu um mestre que tinha alergia a pêlos de animais e resolveu tirar o gato de suas práticas diárias com os alunos. Houve uma grande reação negativa, mas o mestre insistiu na decisão e como era um excelente instrutor, os alunos continuaram com o mesmo desempenho e performance, apesar da ausência do gato.

Aos poucos os mosteiros cansados de alimentar tantos gatos, foram eliminando os animais das aulas. Em alguns anos surgiram novas teses revolucionárias sobre "A importância da meditação sem o gato". E após um século o gato saiu por completo do ritual de meditação daquela região. Mas foram precisos dois séculos para que tudo voltasse ao normal, já que ninguém se perguntou, durante todo esse tempo, por que o gato estava ali.

"Quantos de nós, em nossas vidas, ousamos perguntar: por que tenho de agir desta maneira? Até que ponto, em tudo que fazemos, usamos "gatos" inúteis, que não eliminamos porque nos disseram que os "gatos" eram importantes.