quinta-feira, 29 de setembro de 2011

A lição de HERÁCLITO (540-470 A.C.)

Para Heráclito tudo está em infinita mobilidade, e esta mudança se dá sempre pela sucessão dos opostos. Esta constante tensão entre contrários presidida por uma ordem racional, cósmica.

"As coisas frias tornam-se quentes e o que é quente se esfria; o que é úmido se seca, e o ressequido se umedece", afirmava o filósofo. Um de suas frases mais conhecidas diz que não se pode banhar duas vezes no mesmo rio. Ou seja, podemos voltar ao rio, porém ele nunca é o mesmo de antes.

As tentativas de conciliar a permanência e a mudança numa compreensão única de todos eventos do mundo viriam mais tarde, com a visão de Platão e Aristóteles.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

A lição do sapato

muito tempo, um rei que governava um país, saiu em viagem para algumas áreas bem distantes. Quando retornou ao palácio, reclamou que seus pés estavam terrivelmente doloridos, porque era a primeira vez que fazia uma viagem tão longa, e havia muitos pedregulhos pela áspera estrada.

Ele ordenou a seus servos que cobrissem todas as estradas, por todo o país, com couro.

Definitivamente, essa obra necessitaria de milhares de vacas esfoladas e custaria uma quantia enorme de dinheiro.

Então, um dos mais sábios entre os criados ousou dizer ao rei:

- Por que o rei tem de gastar essa quantia desnecessária de dinheiro? Por que simplesmente, não manda cortar um pequeno pedaço de couro para cobrir seus pés?

O rei ficou surpreso, mas concordou com a sugestão. Ordenou que lhe fizessem um par de sapatos de couro e aprendeu que para fazer este mundo um lugar melhor de se viver é só mudar a si próprio, e não o mundo!

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Momentos de reflexão

"As alturas alcançadas e mantidas por grandes homens, não foram atingidas num vôo repentino, pois eles, enquanto seus companheiros dormiam, trabalhavam arduamente para alcançar as alturas."
( Henry Wadsworth Longfellow)

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

A lição da honestidade

Há quase dois séculos, a família do Velho Ben era muito respeitada por construir bons muros. O Velho Ben era o último da linhagem. Tinhamos cavado uma vala larga e profunda para que as grandes pedras da fundação ficassem abaixo da linha de congelamento do solo. Lentamente, o muro foi subindo. O velho era muito específico sobre o lugar de cada pedra e cada encaixe. Para um jovem impaciente, o velho artesão era excessivamente lento.
A idéia de encaixar pedras abaixo da superfície do solo parecia especialmente enfadonha.

- Quem irá saber se estão encaixadas ou não? - foi a pergunta do menino.

A surpresa do velho foi genuína. Olhando o menino por cima das lentes de seus óculos, respondeu:

- Ora, eu saberei... e você saberá também.

(Haydn Pearson)

domingo, 25 de setembro de 2011

Controle consciente das experiências pessoais

Em geral, na maior parte do dia o homem não é consciente do que pensa e faz ou deixa de fazer, ou seja, não está atento a tudo quanto vai acontecendo dentro dele. Distrai-se com suma facilidade, ou busca desnecessáriamente motivos de distração. Por outra parte, descuida-se de muitas coisas que deveriam merecer sua atenção, essa atenção consciente que inclui o estudo de cada situação, a análise detalhada das circunstâncias que a criaram, a responsabilidade que lhe incumbe em cada caso, etc. Há quem age com pressa, como se fugisse de si mesmo, e quem o faz com despreocupada lentidão. Teme-se o esforço que o ato de pensar demanda, e a miúdo se confia ao acaso a solução dos problemas. Afora os momentos de ócio ou de descanso, breve ou prolongados, a maioria procura amenizar ao máximo seu tempo com entretenimentos e diversões.

Que consciência pode pôr de manifesto um ser que vive de forma descrita?

Essa pergunta leva a definir o caráter ambíguo de seu comportamento, que reflete não somente na ausência de domínio, mas também falta de senso a respeito da direção que deve imprimir à vida.
(Carlos Bernardo González Pecotche - Curso de iniciação logosófica - i.44)

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

A lição do mergulho

Um dia, passeando pela praia, o pai perguntou ao filho:

- Como está a água?

O filho entrou com cuidado na água e respondeu ao pai:

- Está muito fria.

O pai pegou o filho, jogou-o dentro da água e voltou a perguntar:

- E agora, como está a água?

O filho, respondeu:

- Está ótima.

O pai disse:

- De agora em diante, mergulhe fundo naquilo que você quer realmente conhecer.


" Muitas vezes tratamos vários assuntos na superficialidade, deixando enormes brechas com possibilidades de falhas irreparáveis, mas como líderes temos o dever questionar para conhecer os mínimos detalhes, evitando no mínimo surpresas desagradáveis."

sábado, 10 de setembro de 2011

Minutos de reflexão

"A vontade de se preparar tem que ser maior do que a vontade de vencer. Vencer será conseqüência da boa preparação."
(Bernardinho)

sábado, 3 de setembro de 2011

A Lição do Elefante

Um sábio, desejando mostrar a um rei os perigos das meias verdades, pediu que colocassem um elefante diante de seis cegos e disse-lhes:

- Há um objeto diante de vocês. Toquem nele e depois digam o que é.

Claro, nenhum dos seis homens tinham visto um elefante, portanto não sabiam o que era. O primeiro aproximou-se, tocou numa parte do animal e disse:

- Parece um muro.

O segundo homem tocou em outra parte e disse:

- É uma lança.

- Disparate! - exclamou o terceiro cego.

- Acho eu, que é mais parecido com uma cobra.

- Bem - disse o quarto homem, ao apalpar o animal parece uma árvore.

Os outros riram dele, e o quinto homem deu a sua opinião. Pegando em outra parte, disse:

- Com certeza é um leque.

Finalmente o sexto cego, por sua vez, tocou no elefante e disse:

- Parece-me que é uma corda.

O rei disse:  - Tantas opniões diferentes, que grande confusão?

- Mas não é - explicou o sábio. - Pois o elefante tem, na verdade, flancos como muros, dois grandes dentes como lanças, uma tromba que parece uma cobra, pernas como pequenas árvores, orelhas como dois leques e o rabo parece uma corda. Juntando tudo isso, temos uma descrição de um elefante. Afinal os seis homens cegos viram-no não pelos olhos, mas sim pelo tato. E cada um não mentiu. O que eles fizeram foram contar um pedaço da verdade. E isso, mesmo não sendo a realidade, pode até parecer uma mentira.

" O líder precisa ter a percepção da moral e da capacidade de seus liderados para tomar decisões assertivas, pois a falta desta habilidade pode levar ao fracasso."