sábado, 26 de setembro de 2015

Alegoria da Caverna


Prisioneiros desde o nascimento são acorrentados no interior de uma caverna de modo que olhem somente para uma parede iluminada por uma fogueira. Essa, ilumina um palco onde estátuas dos seres como homem, planta, animais etc. são manipuladas, como que representando o cotidiano desses seres. No entanto, as sombras das estátuas são projetadas na parede, sendo a única imagem que aqueles prisioneiros conseguem enxergar. Com o correr do tempo, os homens dão nomes a essas sombras (tal como nós damos às coisas) e também à regularidade de aparições destas. Os prisioneiros fazem, inclusive, torneios para se gabarem, se vangloriarem a quem acertar as corretas denominações e regularidades.


Imaginemos agora que um destes prisioneiros é forçado a sair das amarras e vasculhar o interior da caverna. Ele veria que o que permitia a visão era a fogueira e que na verdade, os seres reais eram as estátuas e não as sombras. Perceberia que passou a vida inteira julgando apenas sombras e ilusões, desconhecendo a verdade, isto é, estando afastado da verdadeira realidade. Mas imaginemos ainda que esse mesmo prisioneiro fosse arrastado para fora da caverna. Ao sair, a luz do sol ofuscaria sua visão imediatamente e só depois de muito habituar-se com a nova realidade, poderia voltar a enxergar as maravilhas dos seres fora da caverna. Não demoraria a perceber que aqueles seres tinham mais qualidades do que as sombras e as estátuas, sendo, portanto, mais reais. Significa dizer que ele poderia contemplar a verdadeira realidade, os seres como são em si mesmos. Não teria dificuldades em perceber que o Sol é a fonte da luz que o faz ver o real, bem como é desta fonte que provém toda existência.

Maravilhado com esse novo mundo e com o conhecimento que então passara a ter da realidade, esse ex-prisioneiro lembrar-se-ia de seus antigos amigos no interior da caverna e da vida que lá levavam. Imediatamente, sentiria pena deles, da escuridão em que estavam envoltos e desceria à caverna para lhes contar o novo mundo que descobriu. No entanto, como os ainda prisioneiros não conseguem vislumbrar senão a realidade que presenciam, vão debochar do seu colega liberto, dizendo-lhe que está louco e que se não parasse com suas maluquices acabariam por matá-lo.

Este modo de contar as coisas tem o seu significado: Os seres humanos tem uma visão
distorcida da realidade. Na alegoria, os prisioneiros somos nós que enxergamos e
acreditamos apenas em imagens criadas pela cultura e informações que recebemos
durante toda a vida. A caverna simboliza o mundo, pois nos apresenta imagens que não
representam a realidade. Só é possível conhecer a realidade, quando nos libertamos
destas influências culturais e sociais, ou seja, quando saímos da caverna e começamos a
descobrir a verdade, temos dificuldade para entender e separar o real da ficção, por isso,
precisamos nos esforçar, questionar , estudar e aprender.

Para Platão é o mundo inteligível por possuir ideias que guardam consigo uma identidade indestrutível, garantindo o conhecimento dos seres sensíveis. O inteligível é o reino das matemáticas que são o modo como apreendemos o mundo e construímos o saber humano. A descida à caverna é a obrigação moral que o homem esclarecido tem de ajudar os seus semelhantes a saírem do mundo da ignorância para construírem um mundo mais justo. O Sol representa a Ideia suprema de Bem, ente supremo que governa o inteligível, permite ao homem o conhecer e de onde deriva toda a realidade.


(Platão)

sábado, 12 de setembro de 2015

Nosso traço psicológico

Se as pessoas não saem dos seus próprios abismos, não podem ser resgatadas dos abismos da Natureza. Aquele que diga: "Eu vou me colocar esperando para ver se me tiram" ......

Vamos eliminar problemas, não remediar problemas, porque para solucionar um problema basta que a pessoa tenha uma discussão com uma outra e em um minuto lhe diz: "Olha te perdoo, fique tranquilo"; e ao dar as costas, pensa: -  "Esse idiota, deixe que ele volte".  Desta forma o problema foi mascarado, mas temos que eliminá-los, do contrário não saímos deste ciclo , não estamos nos tornando melhores, apenas nos controlando momentaneamente.

Existem várias técnicas para eliminação de nossos egos, mas infelizmente na maioria das vezes não obtemos sucesso, visto que nossos egos dominam nossos pensamentos e forças estranhas são muito poderosas. O modo mais fácil de nos conhecermos para dominar nossa mente é aprendermos a ciência do relaxamento. Não podemos nos deixar se levar por nossos egos, devemos estudá-los, julgá-los e eliminá-los. Não adianta criar fórmulas ou chaves, o que necessitamos é trabalho sério, não há nada mais que possamos fazer.

Você tem ideia de como uma reforma interior pode mudar seu futuro?

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Sorte ou Azar?

Era uma vez um menino pobre que morava na China e estava sentado na calçada do lado de fora da sua casa. O que ele mais desejava era ter um cavalo, mas não tinha dinheiro. Justamente nesta dia passou em sua rua uma cavalaria, que levava um potrinho incapaz de acompanhar o grupo. O dono da cavalaria, sabendo do desejo do menino, perguntou se ele queria o cavalinho. Exultante o menino aceitou. Um vizinho, tomando conhecimento do ocorrido, disse ao pai do garoto: "Seu filho é de sorte!" "Por quê?", perguntou o pai. "Ora", disse ele, "seu filho queria um cavalo, passa uma cavalaria e ele ganha um potrinho. Não é uma sorte?" "Pode ser sorte ou pode ser azar!", comentou o pai.
O menino cuidou do cavalo com todo zelo, mas um dia, já crescido, o animal fugiu. Desta vez, o vizinho diz: "Seu filho é azarento, hein? Ele ganha um potrinho, cuida dele até a fase adulta, e o potro foge!" "Pode ser sorte ou pode ser azar!", repetiu o pai.
O tempo passa e um dia o cavalo volta com uma manada selvagem. O menino, agora um rapaz, consegue cercá-los e fica com todos eles. Observa o vizinho: "Seu filho é de sorte! Ganha um potrinho, cria, ele foge e volta com um bando de cavalos selvagens." "Pode ser sorte ou pode ser azar!", responde novamente o pai. Mais tarde, o rapaz estava treinando um dos cavalos, quando cai e quebra a perna. Vem o vizinho: "Seu filho é de azar! o cavalo foge, volta com uma manada selvagem, o garoto vai treinar um deles e quebra a perna." "Pode ser sorte ou pode ser azar!", insiste o pai.
Dias depois, o reino onde moravam declara guerra ao reino vizinho. Todos os jovens são convocados, menos o rapaz que estava com a perna quebrada. O vizinho: "Seu filho é de sorte..."
Assim é na vida, tudo que acontece pode ser sorte ou azar. Depende do que vem depois. O que parece azar num momento, pode ser sorte no futuro.
(Dr. Lair Ribeiro)

Você acredita que qualquer semelhança da sua vida com este texto é mera coincidência? Pense à respeito!

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Minutos de Reflexão

"Não se esquece de nada mais devagar do que uma ofensa, e nada mais rápido do que um favor"

(Martin Luther King Jr)