sexta-feira, 27 de abril de 2012

As emoções negativas e seu impacto sobre a liderança

A tempos sabemos que as funções como linguagem e raciocínio lógico alojam-se no hemisfério esquerdo do cérebro, ao passo que as funções não-verbais, musicais e visuais-espaciais estão concentrados no hemisfério direito do cérebro. Graças a estudos especializados em neurociências, descobrimos que as emoções também são lateralizadas. Do lado direito do cérebro estão laterizadas as emoções negativas, como a tristeza, a aversão e o medo, ao passo que do lado esquerdo do cérebro estão laterizadas as emoções positivas, como a alegria e o bem-estar.

Com estudos da atividade fisiológica do cérebro através de imagens e ressonâncias observamos que, quando induzimos pessoas a uma emoção negativa, o seu hemisfério direito se ativa e o sistema emocional tem o poder de monopolizar os recursos do cérebro, nos levando a crer que é muito mais fácil para uma emoção controlar a razão do que as emoções serem controladas pela razão.

Podemos dizer ainda que, emoções negativas possuem forte poder de influência sobre o conjunto de funções intelectuais, inclusive afetando a memória de trabalho, a percepção, o raciocínio, a atenção e a dificuldade de assimilação. Uma crise de raiva pode nos afetar muito, mas como a duração é curta, retornamos ao estado normal rapidamente, porém o que nos preocupa são emoções de descontentamentos, desânimos ou medos que podem durar dias, semanas e até meses, reduzindo nossa capacidade intelectual e técnica, trazendo efeitos violentos para o nosso sistema imunológico, principalmente causando lesões ao nosso sistema cardiovascular.

(Benson, E. - American Psychological Association, vol.33, nº10)

Concluímos que precisamos cuidar mais e melhor do nosso estado emocional, desenvolvendo rotineiramente a prática de atividades voltadas para nossos centros do prazer e se manter em estado permanente de consciência.